DoençasCoração e colesterol: um prato de vegetais funciona melhor do que as estatinas?
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- Diets to prevent coronary heart disease 1957-2013: what have we learned? · Am J Med 2014
- [Nutrition]. · Z Kardiol 2005
- Drugs and lifestyle for the treatment and prevention of coronary artery disease: comparative analysis of the scientific basis. · Braz J Med Biol Res 2011
- The correlation between PURE healthy diet and premature coronary artery disease: Iran premature coronary artery disease (IPAD) study. · BMC Cardiovasc Disord 2025
- Association Between Fruits and Vegetables Consumption and Premature Coronary Artery Disease (PCAD): A Multi-Center Case Control Study. · Food Sci Nutr 2026
- Association of Fruit and Vegetable Consumption During Early Adulthood With the Prevalence of Coronary Artery Calcium After 20 Years of Follow-Up: The Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA) Study. · Circulation 2015
- Greater Frequency of Fruit and Vegetable Consumption Is Associated With Lower Prevalence of Peripheral Artery Disease. · Arterioscler Thromb Vasc Biol 2017
- A Plant-Based Diet and Cardiovascular Disease, Coronary Heart Disease, and Stroke: A Systematic Review and Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies. · Nutrients 2026
Ewa Dąbrowska afirma que o jejum de vegetais e frutas reverte alterações ateroscleróticas, mas não diz explicitamente que ele trata a doença coronariana.
- A doença isquêmica do coração é causada pela aterosclerose, que pode estreitar os vasos e limitar o fluxo de sangue para o coração.
- Ewa Dąbrowska acrescenta que o jejum pode melhorar a força de contração do coração; entre os pacientes monitorados, o colesterol aumentou temporariamente no início.
O que os autores escrevem
Durante o jejum, quando o organismo deixa de receber calorias, as alterações ateroscleróticas supostamente regridem.
O jejum supostamente reduz a gordura visceral, normaliza o açúcar no sangue e a pressão arterial e dissolve coágulos junto às placas ateroscleróticas.
O jejum supostamente aumenta a força de contração do coração e melhora sua capacidade funcional.
Nos pacientes com aterosclerose monitorados, o colesterol no sangue aumentou temporariamente durante a dieta de vegetais e frutas.
A doença isquêmica do coração é causada pela aterosclerose, e a redução do fluxo de sangue para o coração pode levar a um infarto.
A aterosclerose consiste no acúmulo de placas e no estreitamento dos vasos sanguíneos.
Ewa Dąbrowska associa a aterosclerose à resistência à insulina e afirma que o jejum reduz o excesso de tecido adiposo e reverte a esteatose hepática.
Ewa Dąbrowska volta a associar a aterosclerose à resistência à insulina e atribui ao jejum a redução do excesso de tecido adiposo e a reversão da esteatose hepática.
Ewa Dąbrowska aponta que o estilo de vida, especialmente uma dieta rica em alimentos ultraprocessados e a falta de atividade física, é importante para o desenvolvimento da aterosclerose.
Ewa Dąbrowska informa que o estudo INTERHEART associou o cumprimento de três princípios à possibilidade de reduzir o risco de infarto em até 80%.
Estudos do PubMed · Europe PMC
Selecionamos 8 estudos com os melhores resultados positivos. É uma seleção, não uma revisão completa de todas as pesquisas.
Número total de estudos sobre este tema no PubMed: 34.
A revisão indica que a dieta mediterrânea reduz eventos cardiovasculares com mais eficácia do que a dieta com baixo teor de gordura, mas não comprova que o jejum de vegetais e frutas reverta a aterosclerose.
Objetivo do estudo: Nossa compreensão das possíveis propriedades cardioprotetoras da alimentação é relativamente recente, e a maioria dos estudos relevantes foi concluída nas últimas décadas. Nesse período, o foco das intervenções nutricionais evoluiu.
Resultados: Nesse período, o foco das intervenções nutricionais evoluiu. Os primeiros ensaios enfatizavam a redução da gordura na alimentação, com o objetivo de prevenir doenças cardíacas por meio da redução do colesterol sérico. Os resultados dos ensaios voltados exclusivamente à redução da gordura na alimentação foram decepcionantes, o que levou a estudos posteriores que adotaram uma abordagem alimentar mais abrangente e recomendações mais detalhadas sobre o consumo de gorduras. A dieta de estilo mediterrâneo, com ênfase em vegetais, frutas, peixes, grãos integrais e azeite de oliva, demonstrou reduzir os eventos cardiovasculares mais do que as dietas com baixo teor de gordura, com benefícios iguais ou superiores aos observados em ensaios com estatinas.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
A descrição indica que uma alimentação saudável, rica em fibras, frutas e vegetais, pode limitar o desenvolvimento e a progressão da aterosclerose, mas não menciona o jejum nem a reversão da doença.
Objetivo do estudo: Foi demonstrado o efeito benéfico de uma alimentação saudável sobre o desenvolvimento inicial e a progressão posterior da aterosclerose. O efeito é significativo até mesmo em pacientes que recebem tratamento farmacológico adequado.
Resultados: Portanto, consumir peixes gordurosos mais de uma vez por semana, nozes, frutas e vegetais (>400 g/dia) tem um efeito favorável no prognóstico, enquanto o uso de suplementos de vitaminas antioxidantes não apresenta benefício comprovado. Essas recomendações se baseiam na experiência acumulada ao longo de gerações por milhões de pessoas em diferentes países (do Mediterrâneo e da Ásia), com baixa incidência de eventos coronarianos e alta expectativa de vida. Esses hábitos alimentares estão associados a baixas taxas de câncer e osteoporose. A recomendação desse tipo de dieta é de classe I.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
A revisão cita uma alimentação saudável com frutas e vegetais como parte de um estilo de vida associado a menor risco cardíaco, mas não confirma que o jejum reverta a aterosclerose.
Objetivo do estudo: Neste artigo, comparamos duas estratégias para tratar a aterosclerose: medicamentos e estilo de vida saudável. As estatinas são os principais medicamentos usados no tratamento da aterosclerose.
Resultados: Ainda assim, há dificuldades para implementar essas medidas tanto no nível individual quanto no populacional. As mudanças de comportamento exigem atendimento multidisciplinar, incluindo orientação médica, nutricional e psicológica. Para que isso seja implementado, é necessária a participação de toda a sociedade, ou seja, universidades, escolas, meios de comunicação, governo e sociedades médicas. Embora esses esforços representem um grande desafio, é preciso enfrentá-lo para deter a epidemia de aterosclerose que ameaça o mundo.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
No estudo, maior adesão à dieta saudável PURE, que inclui frutas e vegetais, foi associada a menor risco de doença coronariana prematura, mas não foram avaliados o jejum nem a reversão da doença.
Objetivo do estudo: Embora as dietas DASH (abordagem dietética para deter a hipertensão) e mediterrânea tenham demonstrado reduzir o risco cardiovascular, sua aplicabilidade regional pode ser limitada. A dieta saudável PURE, que dá ênfase ao consumo de determinados grupos de alimentos em vez de restringir outros, pode ser uma opção mais adequada a diferentes culturas.
Resultados: Uma maior adesão à dieta saudável PURE foi associada a uma redução significativa do risco de doença coronariana prematura (DCP). Os participantes no quartil mais alto tinham uma probabilidade 66% menor de apresentar DCP do que os do quartil mais baixo (OR = 0.34; IC 95%: 0.26-0.46; p < 0.001). As nozes (OR = 0.56, IC 95%: 0.43-0.73, P para tendência < 0.001) e as leguminosas (OR = 0.72, IC 95%: 0.55-0.95, P para tendência < 0.004) contribuíram bastante para essa proteção, pois sua remoção enfraqueceu a associação. A dieta saudável PURE mostra grande potencial para reduzir o risco de DCP, e essa associação inversa persistiu mesmo após a exclusão de um dos seis grupos alimentares. No entanto, são necessários estudos longitudinais para confirmar esses achados.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
O estudo mostrou que o consumo mais frequente de frutas e vegetais foi associado a menor risco de doença coronariana prematura, mas não avaliou o jejum nem a regressão da aterosclerose.
Objetivo do estudo: Poucos estudos investigaram a associação entre o consumo de frutas e vegetais e a doença arterial coronariana prematura (DACP) na região do Mediterrâneo Oriental. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre o consumo de frutas e vegetais e a DACP, bem como sua gravidade.
Resultados: Em ambos os sexos, o maior consumo de frutas, vegetais e da soma de frutas e vegetais foi associado de forma significativa e inversa ao risco de DACP. Além disso, a gravidade da DACP teve correlação inversa com o consumo de frutas e vegetais (p < 0.001). Encontramos uma relação inversa entre o consumo de frutas e vegetais e as chances de DACP entre grupos étnicos iranianos. Nossos achados destacam o papel dos hábitos alimentares na redução do risco e da gravidade da DACP, contribuindo para a prevenção e os cuidados clínicos.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
Um maior consumo de frutas e vegetais no início da idade adulta foi associado a uma menor prevalência de calcificações nas artérias coronárias 20 anos depois, mas não comprova que o jejum reverta as alterações.
Objetivo do estudo: A relação entre o consumo de frutas e vegetais (F/V) no início da idade adulta e a aterosclerose coronariana mais tarde na vida não está clara.
Resultados: Estudamos participantes do estudo Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA), uma coorte de indivíduos negros e brancos, jovens e saudáveis no início do estudo (1985-1986). O consumo de F/V no início foi avaliado por meio de um histórico alimentar semiquantitativo obtido em entrevista, e o cálcio nas artérias coronárias foi medido no ano 20 (2005-2006) por tomografia computadorizada. Usamos regressão logística para ajustar as variáveis relevantes e estimar as razões de chances ajustadas e os intervalos de confiança de 95% entre tercis de porções totais de F/V por dia, ajustados por energia e específicos por sexo. Entre os participantes da amostra (n=2506), a idade média (DP) no início era de 25.3 (3.5) anos, e 62.7% eram mulheres. Após o ajuste para variáveis demográficas e de estilo de vida, o maior consumo de F/V foi associado a uma menor prevalência de cálcio nas artérias coronárias: razão de chances (intervalo de confiança de 95%) =1.00 (referência), 0.78 (0.59-1.02) e 0.74 (0.56-0.99), do tercil mais baixo ao mais alto de F/V, valor de P para tendência <0.001.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
O consumo mais frequente de frutas e vegetais foi associado a uma menor probabilidade de doença arterial periférica, mas o estudo não avaliou o jejum nem a doença coronariana.
Objetivo do estudo: Embora o consumo de frutas e vegetais (F&V) esteja associado a um menor risco de doença cardíaca coronariana e AVC, sua associação com a doença arterial periférica (DAP) é menos certa. Por isso, buscamos caracterizar o consumo de F&V e investigar a associação entre esse consumo e a presença de DAP em uma grande amostra comunitária.
Resultados: Participantes que se inscreveram por iniciativa própria em mais de 20 000 locais nos EUA e preencheram questionários médicos e de estilo de vida foram avaliados por meio de triagem do índice tornozelo-braquial para detectar DAP (índice tornozelo-braquial ≤0.9). Entre 3 696 778 indivíduos, a idade média foi de 64.1±10.2 anos e 64.1% eram mulheres. O consumo diário de ≥3 porções de F&V foi relatado por 29.2%. Idade mais avançada, sexo feminino, raça branca, nunca ter fumado, estar atualmente casado, atividade física, renda mais alta e consumo frequente de peixes, nozes e carne vermelha foram associados positivamente ao consumo diário de F&V. Após o ajuste multivariável, houve uma associação inversa gradual entre o consumo de F&V e a DAP. Os participantes que relataram consumir diariamente ≥3 porções de F&V tinham chances 18% menores de DAP do que aqueles que relataram consumir menos de uma vez por mês. Nos modelos sem ajuste e com ajuste multivariável, a associação inversa com F&V ficou mais forte à medida que o índice tornozelo-braquial diminuía.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
A metanálise mostrou que uma dieta à base de vegetais, especialmente quando saudável, está associada a menor risco de doença coronariana, mas não comprova que reverta a aterosclerose ou a doença coronariana já existentes.
Objetivo do estudo: Contexto/Objetivos: Este estudo teve como objetivo examinar a associação entre uma dieta à base de vegetais (PBD) e a incidência de doença cardiovascular total (DCV), doença cardíaca coronariana (DCC) e AVC em uma metanálise de estudos prospectivos de coorte.
Resultados: Não encontramos associação significativa com o risco de AVC. Conclusões: Esta metanálise indicou que uma PBD estava inversamente associada ao risco de DCV e DCC. Uma PBD saudável (hPBD) apresentou associação inversa, enquanto uma PBD não saudável (uPBD) apresentou associação positiva com a saúde cardiovascular. São necessárias intervenções bem planejadas para esclarecer essas associações.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
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