DoençasEstamos acidificados? Por que o bicarbonato comum pode ajudar mais do que a farmácia?
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- Prof. Klaus F. Kopp — The Bicarbonate-Deficiency-Syndrome (BDS): Professor Dr. med. Klaus F. Kopp
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- Sodium Bicarbonate for Acute Metabolic Acidosis in Critically Ill Adults: A Meta-Analysis of Randomized Clinical Trials. · Crit Care Med 2026
- Sodium Bicarbonate Treatment and Clinical Outcomes in Chronic Kidney Disease with Metabolic Acidosis: A Meta-Analysis. · Clin J Am Soc Nephrol 2024
- Sodium bicarbonate administration for metabolic acidosis in the intensive care unit: a target trial emulation. · Intensive Care Med 2025
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- Orthomolecular Medicine News Service — C is for Cattle: How high-dose ascorbate therapy works on the farm
- Orthomolecular Medicine News Service — Ascorbic Acid Vitamin C: What's the Real Story?
- Orthomolecular Medicine News Service — Vitamin C for Asthma and Allergies: The high-dose protocol of Robert F. Cathcart III, MD
O Prof. Klaus F. Kopp relaciona a acidificação atribuída à sociedade moderna ao alto consumo de proteínas e à função dos rins.
- Andrzej Frydrychowski apresenta o bicarbonato de sódio como uma forma barata de alcalinizar o organismo e recomenda uma colher de chá pela manhã, em jejum.
- O bicarbonato de sódio também é usado na medicina em indicações específicas, especialmente em pessoas com doenças renais, mas as doses não foram definidas com precisão.
- Não foi apresentada uma comparação direta entre a eficácia do bicarbonato e a dos medicamentos vendidos em farmácias.
O que os autores escrevem
Atribuiu-se à sociedade moderna uma deficiência crônica de bicarbonato e acidificação, relacionando-as à função dos rins e ao alto consumo de proteínas.
O bicarbonato de sódio foi apresentado como uma substância cuja ingestão traria grandes benefícios, mas as doses para pessoas diferentes não foram definidas com precisão.
Na medicina, o bicarbonato de sódio é usado em indicações específicas, especialmente no tratamento de pessoas com doenças renais.
Nessa perspectiva, a administração de bicarbonato de sódio ajudaria a manter o equilíbrio ácido-base e a circulação sanguínea, e níveis baixos de bicarbonato também foram atribuídos a pessoas idosas consideradas saudáveis.
Não foi informado qual nível de pH do corpo ou de seus fluidos seria recomendado ou bom a longo prazo.
O bicarbonato de sódio foi descrito como a forma mais barata e simples de alcalinizar o organismo, com a recomendação de uma colher de chá pela manhã, em jejum.
O bicarbonato de sódio com ácidos cítrico e tartárico foi citado como algo usado antigamente contra náuseas, vômitos e problemas gástricos.
Acusaram-se as farmácias de oferecer muitos produtos sem relação com o tratamento, e afirmou-se que os medicamentos são eficazes em apenas uma parte limitada dos casos.
A eficácia dos medicamentos e dos produtos das empresas farmacêuticas foi questionada, mas eles não foram comparados diretamente com o efeito do bicarbonato.
Estudos do PubMed · Europe PMC
Selecionamos 4 estudos com os melhores resultados positivos. É uma seleção, não uma revisão completa de todas as pesquisas.
Número total de estudos sobre este tema no PubMed: 2 543.
Uma metanálise mostrou que, entre pacientes gravemente enfermos com acidose metabólica aguda, o bicarbonato de sódio reduziu a necessidade de terapia de substituição renal.
Objetivo do estudo: A acidose metabólica aguda é frequente em pacientes gravemente enfermos e pode ser tratada com terapia de reposição de volume, bicarbonato de sódio e terapia de substituição renal (TSR). Os estudos BICARICU-1 e BICARICU-2 forneceram novas evidências sobre a terapia com bicarbonato. Nosso objetivo foi avaliar sistematicamente os efeitos do bicarbonato de sódio em pacientes gravemente enfermos.
Resultados: Em adultos gravemente enfermos com acidose metabólica aguda, o bicarbonato de sódio reduz significativamente a necessidade de TSR. As análises bayesianas sugerem a possibilidade de benefício na mortalidade, embora as evidências atuais continuem inconclusivas. São necessários ensaios clínicos randomizados maiores ou estudos de alta qualidade com dados do mundo real para confirmar a eficácia do bicarbonato de sódio na redução da mortalidade.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
Uma metanálise de estudos com pessoas com doença renal crônica e acidose metabólica constatou melhora da eGFR após o uso de bicarbonato de sódio.
Objetivo do estudo: Em pacientes com doença renal crônica (DRC), a capacidade reduzida dos rins de excretar ácido leva ao desenvolvimento de acidose metabólica (AM). No entanto, as evidências sobre os efeitos do bicarbonato de sódio no tratamento da DRC com AM ainda são inconclusivas.
Resultados: Quatorze ensaios clínicos randomizados, que incluíram 2037 pacientes, demonstraram que a suplementação de bicarbonato de sódio melhorou significativamente a eGFR (diferença média padronizada [DMP], 0,33; intervalo de confiança [IC] de 95%, 0,03 a 0,63; P = 0,03). O grupo que recebeu bicarbonato de sódio teve uma taxa menor de hospitalização (razão de chances, 0,37; IC de 95%, 0,25 a 0,55; P < 0,001). Observou-se maior circunferência do braço na região média com o tratamento com bicarbonato de sódio em comparação com quem não o recebeu (DMP, 0,23; IC de 95%, 0,08 a 0,38; P = 0,003, I2 < 0,001). No entanto, constatou-se maior risco de elevação da pressão arterial sistólica com o tratamento com bicarbonato de sódio (DMP, 0,10; IC de 95%, 0,01 a 0,20; P = 0,03). Não foi observada diferença significativa na mortalidade por todas as causas. Em pacientes com DRC e AM, a suplementação de bicarbonato de sódio pode trazer benefícios potenciais para prevenir a piora da função renal e aumentar a massa muscular. No entanto, o tratamento pode estar associado a uma pressão arterial mais alta.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
Em um estudo observacional, a administração de bicarbonato de sódio foi associada a uma menor mortalidade na unidade de terapia intensiva.
Objetivo do estudo: O bicarbonato de sódio é comumente administrado para tratar a acidose metabólica em unidades de terapia intensiva (UTIs). Há poucas evidências de ensaios randomizados que apoiem essa prática, e os estudos observacionais apresentam resultados conflitantes. Nosso objetivo foi realizar uma emulação de ensaio-alvo para avaliar o efeito da terapia com bicarbonato na mortalidade.
Resultados: Identificamos 6157 internações elegíveis, das quais 1764 (29%) receberam bicarbonato de sódio. A terapia com bicarbonato foi associada a uma redução absoluta de 1,9% na mortalidade na análise principal [razão de risco 0,86; intervalo de confiança (IC) de 95%, 0,80 a 0,91], e foram observados benefícios significativos em todos os subgrupos avaliados. Na análise de sensibilidade, observou-se uma estimativa pontual semelhante, de 2,1%, com redução da mortalidade mantida aos 30 dias. Nesta emulação de ensaio-alvo, a administração de bicarbonato foi associada a uma redução pequena, mas estatisticamente significativa, da mortalidade em pacientes com acidose metabólica. Seriam necessárias amostras grandes para demonstrar esse efeito em um ensaio randomizado.
“Não informado” não quer dizer que ninguém pagou — a base nem sempre registra.
Em um pequeno estudo piloto, o bicarbonato de sódio acelerou a correção do pH e do déficit de bases em pacientes com acidose metabólica na terapia intensiva.
Objetivo do estudo: Identificar a população mais adequada e o desenho da intervenção, além de avaliar a diferença bioquímica entre os grupos, como preparação para um futuro ensaio de fase III.
Resultados: O principal objetivo de viabilidade foi avaliar a elegibilidade, a taxa de recrutamento, o cumprimento do protocolo e a separação dos grupos quanto ao equilíbrio ácido-base. O principal desfecho clínico foi o número de horas vivo e sem vasopressores no dia 7. A taxa de recrutamento e a proporção de participantes incluídos em relação aos avaliados foram de 1,9 pacientes por mês e 0,13 pacientes, respectivamente. O tempo até a correção do excesso de bases (diferença mediana, -45,86 [IC de 95%, -63,11 a -28,61] h; p < 0,001) e do pH (diferença mediana, -10,69 [IC de 95%, -19,16 a -2,22] h; p = 0,020) foi menor no grupo do bicarbonato de sódio, e os níveis médios de bicarbonato nas primeiras 24 horas foram mais altos (diferença mediana, 6,50 [IC de 95%, 4,18 a 8,82] mmol/L; p < 0,001). Sete dias após a randomização, os pacientes dos grupos do bicarbonato de sódio e do placebo tiveram uma mediana de 132,2 (85,6–139,1) e 97,1 (69,3–132,4) horas vivos e sem vasopressores, respectivamente (diferença mediana, 35,07 [IC de 95%, -9,14 a 79,28]; p = 0,131).
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Perspectivas e materiais de opinião
O conteúdo abaixo apresenta opiniões, interpretações e hipóteses dos autores. Não é tratado como equivalente a estudos científicos e revisões sistemáticas.
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